ECONOMIA

Brasileiros buscam alternativas para driblar inflação de serviços



A inflação de serviços está ainda maior do que o IPCA. Para driblar essa alta, tem muita gente aprendendo a cozinhar para escapar da conta do restaurante.

Grande parte da inflação do mês está na conta dos serviços. Os preços do setor sobem bem mais do que a média no mesmo período. “Os outros bens, você importa, e, de certa forma, mantém os preços aqui mais baixos. Os serviços, não, ninguém vai sair daqui pra ir ao cabeleireiro em Miami”, diz Gustavo Loyola, economista da Tendências Consultoria.

Tudo aquilo que você paga pra alguém fazer por você é serviços, da maquiagem do casamento ao jantar a dois. Comer fora está entre as maiores altas. Salão de cabeleireiro não vem muito atrás. Amanda Lima trabalha com eventos. Maquiagem, só faz com profissional. “Não custa barato e está aumentando. Ano passado, se eu pagava R$ 70, hoje eu pago R$ 100”, afirma a produtora de eventos.

É a classe média cortando despesas, porque é a mais afetada. “A inflação de serviços pega todo mundo, mas, com mais força, a classe média. É natural que a pessoa que vai ascender dentro do ponto de vista econômico aumente a frequência e o consumo de serviços, então acaba sendo afetada”, afirma Loyola.

Fonte: Jornal da Globo
Foto: Google Imagens

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