ECONOMIA

Minoritários estudam pedir bloqueio de bens de Eike Batista



Acionistas minoritários das empresas do grupo EBX, de Eike Batista, estão se organizando para defender seus interesses após os sucessivos tombos das ações das empresas 'X' na Bovespa e da desvalorização dos papéis das companhias.

Em comunicado divulgado nesta segunda-feira (8), a União dos Acionistas Minoritários do Grupo EBX (Unax) afirma estudar, inclusive, o bloqueio de bens do bilionário.

"Em função dos grandes e injustificáveis prejuízos impostos aos acionistas minoritários das empresas integrantes do Grupo EBX, fundamos a UNAX para promover a defesa de nossos interesses", diz a nota assinada pelo advogado Adriano Mezzomo. "Identificaremos e processaremos os responsáveis pelo fatos", acrescenta.

Segundo o advogado, a entidade foi criada na semana passada e está reunindo acionistas no país e no exterior de forma que os minoritários possam ter um canal de interlocução com as companhias e também com as autoridades brasileiras.

"Só o grupo OGX tem em torno de 50 mil acionistas. Queremos conhecer com exatidão técnica o por quê dessa deterioração acentuada de expectativas em um espaço tão exíguo de tempo", disse Mezzomo, em entrevista ao G1, sem informar o número de associados até o momento.

A Unax afirma estar recolhendo procurações de acionistas com o objetivo de participar de assembléias de acionistas, além de estudar medidas legais perante a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Agência Nacional do Petróleo (ANP) e agências classificadoras de risco.

"Também estão sendo estudadas medidas judiciais e administrativas visando ao bloqueio dos bens do senhor Eike Fuhrken Batista", destacou o comunicado.

O advogado informou, porém, que até o momento nenhum ação judicial foi protocolada. "Qualquer medida judicial dependerá do desdobramento desde diálogo inicial que queremos ter com os controladores e com base no conjunto de relatórios", afirmou Mezzomo.

Em comunicado publicado nesta segunda-feira na CVM, a OGX negou notícia veiculada no jornal "Folha de São Paulo", no último dia 5, sob o título “OGX já sabia de inviabilidade de campos há seis meses”.

Segundo a OGX, na medida em que foi sendo adquirido maior conhecimento sobre os reservatórios dos campos de petróleo "surgiram indícios de que poderia não haver viabilidade comercial" para o desenvolvimento da sua produção. "Os estudos foram terminados muito recentemente e concluíram pela não viabilidade econômica do desenvolvimento desses campos com a tecnologia hoje existente", afirmou a companhia.

Fonte: G1
Foto: Ricardo Moraes/Reuters

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