Economia: Governo adia alta de IPI para carros

Governo adia alta de IPI para carros



O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou nesta segunda-feira (30) que serão mantidas as atuais alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para carros. Pela programação anterior do governo, a alíquota "cheia" do IPI, que vigorava antes do início do desconto, seria retomada a partir desta terça (1º).

O anúncio foi feito pelo ministro após reunião com representantes da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). "Vamos manter estas alíquotas até dezembro, para estimular as vendas do setor", afirmou Mantega.
Os emplacamentos de veículos estão em baixa neste ano, em relação a 2013. De janeiro a maio, a queda é de 5,4% sobre o mesmo período do ano passado. "Nossa expectativa com a manutenção destas alíquotas é ter um 2º semestre melhor do que o primeiro", afirmou o presidente da associação das montadoras, a Anfavea, Luiz Moan. O executivo, no entanto, não quis adiantar números das vendas do semestre, que devem ser divulgados nos próximos dias.

Quais são as alíquotas

Os descontos para o IPI em carros começaram em maio de 2012, também em virtude da queda nas vendas e aumento no estoque das montadoras e das lojas.
A alíquota sofreu um primeiro aumento no ano passado e outro em janeiro deste ano, que não valeu para os carros populares (com motor 1.0).

Para esses veículos, o IPI continua em 3%. Se voltasse ao patamar atual, subiria para 7%.

Para carros com motor entre 1.0 e 2.0 flex, a alíquota do IPI será mantida em 9%, a mesma desde janeiro passado. Até o fim de 2013 ela estava em 7%. Se fosse retomada de forma integral, chegaria a 11%.

Para os veículos com o mesmo motor, mas movidos apenas a gasolina, a alíquota subiu de 8% para 10% em janeiro e poderia avançar para 13% em julho.

Segundo Mantega, a renúncia fiscal com a manutenção do IPI será da ordem de R$ 800 milhões. O ministro acrescentou que o governo deixou de arrecadar um montante de mesmo volume no 1º semestre, com as alíquotas atuais do imposto.

Fonte: G1
Foto: Divulgação
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