Economia: Brics criam banco para contrapor sistema financeiro global dominado pelo Ocidente

Brics criam banco para contrapor sistema financeiro global dominado pelo Ocidente



Líderes das nações emergentes que compõem o grupo dos Brics criaram nesta terça-feira(15) um banco de desenvolvimento com capital inicial autorizado de 100 bilhões de dólares e um fundo de reserva cambial, em seu primeiro passo concreto para remodelar o sistema financeiro internacional dominado pelo Ocidente.

O banco dos Brics tem por objetivo financiar projetos de infraestrutura em países em desenvolvimento. A instituição será sediada em Xangai, na China, e a Índia presidirá suas operações nos primeiros cinco anos, seguida por Brasil e então Rússia, anunciaram os Brics em encontro nesta terça-feira.

Os Brics também definiram um fundo de reservas de 100 bilhões de dólares para ajudá-los a lidar com eventuais pressões de liquidez de curto prazo.

O amplamente esperado banco é o primeiro grande feito dos países dos Brics --Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul-- desde que começaram a se reunir em 2009 para pressionar por maior influência no sistema financeiro global criado por potências do Ocidente após a Segunda Guerra Mundial.

Os Brics foram motivados a buscar uma ação coordenada após o êxodo de capitais dos mercados emergentes no ano passado, desencadeado pela gradual redução dos estímulos monetários dos Estados Unidos.

O novo banco reflete a crescente influência dos Brics, que representam quase metade da população mundial e cerca de um quinto da atividade econômica global.

O banco terá capital inicial subscrito de 50 bilhões de dólares, dividido igualmente entre os membros-fundadores. A instituição começará a emprestar em 2016 e será aberta a outros países, mas a participação acionária dos Brics na instituição não poderá ser inferior a 55 por cento.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que outros emergentes estão interessados em participar do banco dos Brics.

Mantega também afirmou a jornalistas que a nova instituição não vai competir com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e outros bancos de fomento para financiamentos, como os voltados para infraestrutura. Ele argumentou que, neste momento, está faltando financiamento.

Fonte: MSN
Foto: Divulgação
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