Economia: Desonerações e economia fraca fazem arrecadação crescer menos

Desonerações e economia fraca fazem arrecadação crescer menos



As desonerações e o baixo nível de atividade da economia levaram a arrecadação de impostos do governo ter desempenho modesto no primeiro semestre deste ano. Segundo a Receita Federal, o governo arrecadou R$ 578 bilhões nos seis primeiros meses do ano com impostos, contribuições federais e demais receitas, como royalties (pagamentos pela exploração de recursos naturais) – uma alta real de apenas 0,28% na comparação com o mesmo período do ano passado.

Em valores, a arrecadação bateu recorde histórico para um primeiro semestre. No entanto, a taxa de crescimento real, ou seja, descontando a inflação, no acumulado deste ano foi a menor para o período desde 2009, quando a arrecadação caiu 7,02%.

Desonerações e atividade econômica fraca

De acordo com o Fisco, o desempenho modesto da arrecadação federal neste ano está relacionada com o baixo nível de atividade, que influencia o pagamento de tributos e, também, com as desonerações realizadas nos últimos anos – com impacto de R$ 50,7 bilhões nos seis primeiros meses de 2014. Para estimular as vendas, governo reduziu, por exemplo, a alíquota do Imposto para Produtos Industrializados (IPI) de carros novos, móveis e eletrodomésticos da linha branca (como geladeiras e fogões).

"O desempenho da arredadação está relacionado com as desonerações. A atividade econômica também é um dos fatores que provavelmente tenha impactado. Há diminuição de arrecadação dos tributos ligados à lucratividade das empresas", afirmou o secretário-adjunto da Receita Federal, Luiz Fernando Teixeira Nunes.

Além disso, segundo o Fisco, também houve redução da arrecadação do Imposto de Renda Pessoa Jurídica, e da Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido (CSLL) nos dois primeiros meses deste ano. Outro fator que influenciou a arrecadação foram receitas extraordinárias registradas no ano passado, no valor de R$ 4 bilhões em depósitos judiciais e venda de participação societária.

De acordo com o governo federal, também houve aumento das compensações tributárias no primeiro semestre deste ano por parte das empresas – o que contribuiu para impedir uma alta maior da arrecadação. "Também houve a retirada do ICMS [imposto sobre mercadorias e serviços de transporte e comunicação] da base de cálculo do PIS e da Cofins [contribuições de seguridade social]", acrescentou Nunes, da Receita Federal.

Fonte: G1
Foto: Divulgação
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