Economia: Infraero muda estrutura e dá mais poder à direção de seus aeroportos

Infraero muda estrutura e dá mais poder à direção de seus aeroportos



Entra em vigor nesta segunda-feira (1º) uma mudança na estrutura da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) que pretende dar mais autonomia e eficiência aos aeroportos administrados pela estatal, que enfrenta queda de receita após perder para a iniciativa privada o controle de 5 dos principais e mais lucrativos terminais do país.

As alterações fazem parte de um processo de reestruturação mais amplo que tem em vista, no futuro, a abertura de capital da Infraero.

Em mais uma etapa nessa direção, a partir desta segunda os superintendentes dos seus 60 aeroportos passam a ter mais autonomia nos processos de decisão envolvendo tanto a parte operacional (serviços voltados para a aviação) quanto a comercial (como o aluguel de espaços para lojas nos terminais de passageiros).

Até a semana passada, a estatal contava com três níveis decisórios: a superintendência de cada um de seus 60 aeroportos, as 9 superintendências regionais e, por fim, a diretoria executiva (sede). Na nova estrutura, as superintendências regionais se transformam em centros de suporte técnico, ou seja, vão apenas dar apoio a projetos e obras nos aeroportos. E as decisões serão tomadas pelos aeroportos e pela direção da Infraero.

“O que queremos é que o aeroporto seja efetivamente um centro de negócios”, disse o presidente da Infraero, Gustavo do Vale. De acordo com ele, na antiga estrutura havia conflitos entre a direção dos aeroportos e as superintendências regionais, que tinham a palavra final sobre decisões envolvendo, por exemplo, a realização de obras.

Com a mudança, aponta ele, o processo decisório também deve ficar mais rápido já que acima dos aeroportos está apenas a diretoria da empresa.

O ganho de eficiência, espera Vale, deve se transformar em aumento das receitas para a Infraero nos próximos anos. Essa medida se tornou mais importante depois que a estatal entregou à iniciativa privada o controle dos aeroportos de Guarulhos (o maior do país), Campinas, Brasília, Galeão e Confins, após leilões realizados pelo governo federal em 2012 e 2013.

Por conta da perda de receitas com esses aeroportos, a Infraero deve fechar 2014 com déficit de R$ 170 milhões. Em 2015, prevê Vale, esse déficit deve chegar a R$ 450 milhões.

Fonte: G1
Foto: Divulgação Rio Galeão
Página anterior Próxima página