Economia: Contas do governo têm pior resultado até maio em 17 anos

Contas do governo têm pior resultado até maio em 17 anos



As contas do governo registraram nos cinco primeiros meses deste ano um superávit primário (economia para pagar juros da dívida pública) de R$ 6,62 bilhões. É o pior resultado para o período desde 1998 – ou seja, em 17 anos, segundo informações divulgadas nesta quinta-feira (25) pela Secretaria do Tesouro Nacional.

O resultado registrado de janeiro a maio deste ano representa uma queda de 65,6% frente ao resultado do mesmo período de 2014, quando o superávit primário ficou em R$ 19,28 bilhões. Em 1998, esse resultado ficou positivo em US$ 4,9 bilhões, segundo números do Tesouro Nacional.

Mês de maio
Somente no mês de maio, o Tesouro Nacional informou que foi registrado um déficit primário (receitas menos despesas, sem contar os juros da dívida pública) de R$ 8,05 bilhões. O valor, porém, foi melhor do que resultado fiscal registrado em maio do ano passado (-R$ 10,44 bilhões).

Meta do governo
Os números do Tesouro Nacional mostram que será difícil o governo atingir a meta de superávit primário fixada para todo este ano, de R$ 55,3 bilhões. O esforço fiscal até maio, de R$ 6,62 bilhões, representa apenas 12% da meta de todo este ano. Para que a meta seja atingida, o governo terá de registrar um superávit médio de R$ 6,95 bilhões por mês até o fim deste ano.

Os resultados das contas públicas têm sido afetados pelo fraco comportamento da arrecadação federal, que registrou o pior desempenho para o período de janeiro a maio desde 2011. As receitas se ressentem do baixo nível de atividade econômica e, também, das desonerações de tributos efetuadas nos últimos anos justamente para tentar estimular o Produto Interno Bruto (PIB) e o nível de emprego – que não foram totalmente revertidas pelo governo federal.

O secretário do Tesouro Nacional, Marcelo Saintive, disse que a equipe econômica não acha que este é o momento adequado para fazer a revisão da meta fiscal de 2015. "Existem novas medidas, receitas não recorrentes que podem vir a performar. É um quadro difícil, de ajuste fiscal, sabemos disso, mas não julgamos que é o momento adequado de revisar a meta. Existe um grau de incerteza muito grande na economia e, por isso, pensar em mudança da meta neste momento não é adequado", declarou ele.

Fonte: G1
Foto: A/D
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