Economia: Grécia recebe ultimato de credores para chegar a acordo

Grécia recebe ultimato de credores para chegar a acordo



A Grécia precisa fechar um acordo até sábado (27) para obter ajuda financeira e pagar ao Fundo Monetário Internacional (FMI) a parcela de 1,6 bilhão de euros, cujo prazo vence em 30 de junho, de acordo com informações da agência Reuters. A reunião emergencial sobre a crise da dívida da Grécia terminou sem acordo na quarta-feira (24), após credores internacionais terem recusado as propostas do premiê grego Alexis Tsipras. A Grécia e seus sócios da Zona do Euro tentam fechar um acordo de reformas e ajustes para que o país obtenha os recursos necessários para pagar as parcelas da dívida com o FMI que totaliza 7,2 bilhões de euros.

Os ministros das Finanças da Zona do Euro vão trabalhar no acordo de financiamento em troca de reformas com a Grécia com base em uma proposta das instituições credoras, segundo a Reuters.

Os ministros das Finanças da zona do euro vão iniciar as conversas em Bruxelas às 8h30 (horário de Brasília) desta quinta com base em uma oferta acertada em Berlim no começo de junho entre Alemanha, França, o Banco Central Europeu (BCE), o Fundo Monetário Internacional (FMI) e a Comissão Europeia. No jargão da UE ela é chamada de "aide-mémoire".

Na segunda-feira, Atenas apresentou seu plano, pedido por seus sócios em troca dos recursos. Entretanto, a contraproposta das instituições - UE e FMI - foi rejeitada por Atenas nesta quarta-feira, tensionando a negociação.

Alexis Tsipras se reuniu na quarta-feira com os presidentes da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, Banco Central Europeu, Mario Draghi, e Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, além da diretora do Fundo Monetário Internacional, Christine Lagarde. O objetivo das negociações é obter um acordo preliminar para apresentá-lo aos ministros das Finança nesta quinta-feira (25).

Segundo fontes do governo grego, Atenas retirou algumas medidas impopulares da lista de propostas apresentadas aos credores, como o aumento das contribuições sobre aposentadorias. Inicialmente, Atenas havia proposto uma contribuição de 5% sobre as aposentadorias complementares, até então isentas, mas desistiu da medida, que iria proporcionar cerca de 240 milhões de euros em 2016.

Houve ainda um recuo na elevação de 4% para 5% da contribuição para as aposentadorias básicas, que representaria 135 milhões de euros em 2015 e 270 milhões em 2018.

Tsipras havia proposto a credores aumentar impostos sobre empresas e sobre fortunas para aumentar sua arrecadação, mas o FMI defende que o país corte mais gastos - algo que o premiê grego rejeita fazer. Os credores argumentam que o aumento de impostos dificultará o crescimento econômico grego e defendem mais cortes em aposentadorias e em subsídios.

As propostas gregas apontam um esforço fiscal de 8 bilhões de euros em 2015 e 2016. Cerca de 93% do valor viria de um aumento de impostos e corte de gastos.

Alcançado o acordo, Tsipras terá que levá-lo a seu Parlamento, o que pode ser uma etapa delicada. Isso também abrirá caminho para que o Bundestag alemão e outros parlamentos do bloco se pronunciem nos próximos dias, o que tampouco será fácil.

Fonte: G1
Foto: Reuters/Yves Herman
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