Economia: Parlamento grego decide nesta quarta se aceita exigência de credores

Parlamento grego decide nesta quarta se aceita exigência de credores



O novo pacote de ajuda grega, além de não conter qualquer tipo de perdão de dívidas, impõe duras condições a Atenas, que incluem o compromisso de levantar um fundo com ativos gregos no equivalente a R$ 170 bilhões, além de medidas de austeridade que não apenas o governo grego tinha prometido não adotar, mas que também foram recusadas por 61% dos gregos em um plebiscito realizado há duas semanas.

A presidente do Parlamento da Grécia, falando em sua condição de parlamentar do partido governista, pediu nesta quarta-feira que a Casa de 300 assentos não aprove o pacote de medidas de austeridade exigido pelos credores do país em troca de um terceiro resgate.

"Este Parlamento não pode aceitar a chantagem dos credores", disse Zoe Constantopoulou, uma integrante proeminente do partido Syriza (o mesmo do primeiro-ministro grego), antes da crucial votação ainda nesta quarta-feira.
"Com total conhecimento de como as circunstâncias são cruciais... Acho que é dever do Parlamento não deixar que essa chantagem se materialize." Ela disse que os credores têm que respeitar os procedimentos parlamentares.

De volta de Bruxelas na véspera, o primeiro-ministro Alexis Tsipras buscou o apoio do povo grego, do parlamento e de seu partido de esquerda, Syriza, que venceu as eleições em janeiro com a promessa de acabar com cinco anos de aperto financeiro. Na segunda-feira (13), houve manifestação em Atenas contra o acordo.

Tsipras reconheceu nesta terça que o acordo é um texto em que ele não acreditava, mas que o assinou a fim de "evitar um desastre para o país". "Assumo mais responsabilidades por qualquer erro que eu possa ter cometido. Assumo minha responsabilidade pelo texto em que eu não acredito, mas que assinei para evitar um desastre para o país", declarou Tsipras à TV pública grega ERT, segundo a France Presse.

Fonte: G1
Foto: Reprodução TV Globo
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