ECONOMIA

BC perde R$ 57 bilhões com swaps até julho e não contém alta do dólar



O Banco Central (BC) registrou prejuízo de cerca de R$ 57 bilhões com os contratos de "swap cambial" – contratos equivalentes a venda futura de dólares – nos sete primeiros meses deste ano, ou seja, até julho, segundo números da própria autoridade monetária do país.

Mesmo assim, não impediu uma alta do dólar, que, no fim do ano passado, estava em R$ 2,65. Somente em julho, quando a moeda norte-americana avançou pouco mais de 10%, para R$ 3,42, as perdas foram de R$ 23,9 bilhões. De forma geral, o BC lucra com estas operações quando o dólar cai e perde quando a cotação da moeda norte-americana sobe.

O dólar fechou em queda de 0,83% nesta sexta-feira, após 6 altas seguidas, mas permaneceu cotado acima de R$ 3,50. Na semana, o dólar subiu 2,44%. No ano, há valorização acumulada de 31,95%.

Aumento na oferta
No fechamento da véspera, o BC anunciou aumento da oferta de swaps, o que foi visto como um esforço para tentar segurar a alta da moeda.

O valor do prejuízo com as intervenções do BC no mercado de câmbio é incorporado às despesas com juros da dívida pública e é um dos itens que pressiona o atual déficit nas contas do governo, que registraram neste ano o pior resultado para um primeiro semestre desde o início da série histórica.

BC destaca valorização das reservas
O BC informou nesta sexta-feira (7), por meio da sua assessoria de imprensa, que apesar da perda de R$ 57 bilhões até julho com os contratos de "swap cambiais", também houve uma valorização das reservas internacionais brasileiras (atualmente em US$ 369 bilhões) superior a R$ 150 bilhões (valor líquido de custo) nos 7 primeiros meses deste ano. Esse valor, de acordo com o BC, supera as perdas com os swaps cambiais.

Ainda de acordo com o BC, a valorização das reservas, entretanto, não tem impacto no chamado superávit primário (economia para pagar juros da dívida pública), assim como não tem efeito no déficit nominal do setor público, mas incorporam o balanço do Banco Central. Os valores são exclusivamente utilizados para abater a dívida pública.

Fonte: G1
Foto: Divulgação

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