Economia: Trabalhadores que estavam em greve voltam às atividades, dizem Correios

Trabalhadores que estavam em greve voltam às atividades, dizem Correios



Os Correios informaram que os trabalhadores que haviam aderido a paralisação retomaram as atividades nesta terça-feira (29) "após aprovar a proposta de acordo coletivo apresentada pelo Tribunal Superior do Trabalho". A exceção foi o efetivo do Rio de Janeiro, onde assembleia foi realizada nesta terça e os trabalhadores retornam às funções na quarta (30), de acordo com a empresa.

Até o final da tarde desta segunda-feira (28), 14 dos 36 sindicatos de trabalhadores da empresa haviam aceitado a nova proposta de acordo coletivo apresentada na sexta-feira (25) pelo TST para encerrar a paralisação dos funcionários da categoria.

Os Correios ingressaram com ação de dissídio coletivo junto ao TST no último dia 17, após sindicatos associados às duas federações de representação dos trabalhadores dos Correios (Fentect e Findect) terem deflagado uma paralisação por tempo indeterminado em diversas regiões do país.

Dias parados não serão descontados
A nova proposta apresentada na sexta-feira pelo vice-presidente do TST, ministro Ives Gandra, prevê aumento linear dos salários em R$ 150 a partir de agosto de 2015 e em R$ 50 a partir de janeiro de 2015, a título de gratificação, incorporável ao salário nos seguintes percentuais e datas: 50% em janeiro de 2016; 25% em agosto de 2016 e 25% em janeiro de 2017.

O TST recomendou o encerramento da greve a partir de zero hora desta terça-feira. Se essa condição for seguida, não haverá desconto dos dias parados, que serão compensados no prazo de 90 dias, excluídos domingos e feriados.

Em caso de rejeição, o ministro determinou a permanência de pelo menos 80% dos empregados nas atividades. Caso contrário, haverá multa diária de R$ 100 mil para o sindicato que desrespeitar o percentual. Outra consequência será o julgamento do processo pela Seção Especializada em Dissídios Coletivos (SDC) do TST.

Em comunicado, a empresa destacou que a nova proposta prevê que o plano de saúde dos trabalhadores não poderá sofrer qualquer alteração que não seja de comum acordo com os trabalhadores, representados pelos sindicatos, e mantém a criação de uma comissão paritária referente ao assunto no prazo de 30 dias a contar da assinatura do acordo coletivo.

"A proposta traz ainda reajuste de 9,56% nos benefícios: vale-alimentação/refeição; vale-cesta; auxílio para filhos com deficiência e reembolso creche/babá; e redução do compartilhamento do vale-alimentação. Assim como a proposta anterior que já havia sido formulada pelo TST, a atual mantém a antecipação da entrega matutina até o final de 2016, conforme os critérios estabelecidos no Acordo Coletivo de Trabalho 2014-2015", acrescentou.

Fonte: G1
Foto: A/D
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