Economia: Zona do euro deve crescer de forma modesta até 2017; venda do varejo cai

Zona do euro deve crescer de forma modesta até 2017; venda do varejo cai



A Zona do Euro registrará em 2016 e 2017 um crescimento moderado, "apesar das condições mais difíceis da economia mundial", afirma a Comissão Europeia, que publicou nesta quinta-feira (5) as previsões econômicas de outono (Hemisfério Norte, primavera no Brasil). As informações são da France Presse.

O Produto Interno Bruto (PIB) do conjunto dos 19 membros da Zona do Euro deve crescer 1,8% no próximo ano e 1,9% em 2017, depois de uma alta de 1,6% este ano, sustentada pelo preço reduzido do petróleo, uma política monetária de acomodatícia e a fragilidade relativa do euro.
A Comissão Europeia citou a demanda menor da China e de outros mercados emergentes pelas exportações europeias.

"A economia europeia continua no curso da recuperação", disse o Comissário para assuntos econômicos da UE, Pierre Moscovici, em um comunicado.
Mas ele também alertou para a "permanência de grandes desafios", como a perspectiva de desaceleração das exportações dos produtos europeus e com a persistência de guerras e tensões em regiões próximas à Europa.

A política monetária expansionista levada a cabo pelo Banco Central Europeu (BCE) e o declínio dos preços do petróleo sustentaram o crescimento da zona do euro em 2015.

Entretanto, este impacto positivo está se dissipando, previu a Comissão, reduzindo levemente sua previsão de crescimento para 2016 em relação à estimativa anterior feita em maio de crescimento de 1,9% do PIB da zona do euro.

Varejo
As vendas do varejo na zona do euro tiveram queda pela primeira vez em seis meses em setembro, contra as expectativas de uma pequena alta, uma vez que os gastos com alimentos e bebidas caíram com força durante o mês. As informações são da Reuters.

A agência de estatísticas da União Europeia, Eurostat, informou que as vendas do varejo nos 19 países do bloco ficaram 0,1% menores em setembro, mas 2,9% maiores em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Economistas consultados pela Reuters esperavam um aumento mensal de 0,2% e uma alta anual de 3%. Em agosto, as vendas ficaram inalteradas em relação ao mês anterior e subiram 2,2% sobre o mesmo mês do ano anterior.

Fonte: G1
Foto: Divulgação
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