Economia: Economia piorou ainda mais no 3º trimestre, diz publicação do Ipea

Economia piorou ainda mais no 3º trimestre, diz publicação do Ipea



Em dificuldade desde o início do ano, a economia brasileira piorou ainda mais no terceiro trimestre de 2015, conclui um documento publicado pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) nesta terça-feira (22). Enquanto as contas externas tiveram bom desempenho, a inflação e as contas públicas deterioraram, diz a publicação.

A carta, divulgada a cada três meses, avalia que todos os indicadores econômicos recuaram no período.
Em alguns casos, a queda ocorreu "em ritmo mais acelerado do que o registrado anteriormente", citando a piora nas projeções para a inflação futura e a falta de "melhorias palpáveis" nos resultados fiscais (contas do governo).

Setor externo
Segundo o documento, dos três "ajustes" fundamentais para o reequilíbrio da economia – setor externo, inflação e contas públicas – as contas externas tiveram os avanços mais importantes, com substancial queda do déficit (resultado negativo) em transações correntes (entrada e saída de recursos).

"O crescimento das exportações líquidas é, de fato, uma das poucas boas notícias no cenário", diz a carta, ajudando a amortecer, "ainda que parcialmente, a retração da demanda doméstica (...) que no terceiro trimestre chegou a 7,3% em comparação ao mesmo período de 2014".

Por outro lado, o documento reconhece que esse avanço deve-se "mais em função da forte retração da atividade econômica doméstica, com efeitos diretos sobre as importações de bens e serviços, do que pelo dinamismo das exportações". A carta também aponta a alta do dólar e um contexto internacional desfavorável e queda dos preços das commodities.

PIB
No lado da oferta, a carta diz que todos os componentes ajudaram a puxar a queda do PIB no terceiro trimestre, com destaque para aretração da indústria, que teve a sétima queda seguida em oito trimestres.

A indústria extrativa mineral aparece como exceção positiva neste cenário, diz o documento do Ipea. O setor foi ajudado pelos aumentos na produção de petróleo e gás natural, assim como na extração de minérios de ferro, que subiu 4,2%, destaca a publicação.

No lado da demanda, a avaliação diz que a queda nos investimentos (formação bruta de capital fixo) foi o que mais chamou a atenção, com recuo de 4% entre o segundo e terceiro trimestre.

Fonte: G1
Foto: Divulgação
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