Economia: Incertezas econômicas e mais gastos marcam 1º mês do governo Temer

Incertezas econômicas e mais gastos marcam 1º mês do governo Temer



O presidente interino Michel Temer (PMDB) assumiu o governo há um mês, logo após o afastamento de Dilma Rousseff (PT) pelo Senado, com o discurso de tirar o país da recessão. Para isso, ele prometeu cortar gastos, controlar a dívida pública e reduzir o déficit primário do país.

Apesar de medidas como a redução de ministérios e o anúncio de um teto para os gastos públicos, o que se tem visto desde então, principalmente na última quinzena, foi a aprovação de medidas que ampliam os gastos públicos e permitem quase dobrar o rombo fiscal.

Ao revisar a meta fiscal, o governo Temer passou a prever mais despesas que as estimadas por Dilma.

Além de liberar R$ 21,2 bilhões em gastos que estavam bloqueados, há a previsão de gastos adicionais de R$ 9 bilhões com pagamento de despesas atrasadas do PAC, de R$ 3,5 bilhões com despesas do Ministério da Defesa e outras e de R$ 3 bilhões para a saúde.

Fora isso, o governo passou a prever um rombo de R$ 19,9 bilhões resultante da renegociação da dívida dos estados, valor que já inclui a arrecadação prevista pela repatriação de ativos mantidos por brasileiros no exterior e não declarados à Receita Federal. Somados, eles ampliam o gasto federal em mais de R$ 56 bilhões.

Fonte: G1
Foto: A/D
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