Economia: Inflação 'na porta da fábrica' volta a acelerar em maio, diz IBGE

Inflação 'na porta da fábrica' volta a acelerar em maio, diz IBGE



O Índice de Preços ao Produtor (IPP), que mede a evolução dos preços de produtos "na porta de fábrica", variou 0,9% em maio, depois de uma queda de 0,34% em abril e março, informou nesta terça-feira (28) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em 12 meses, o IPP da Indústria acumula 5,61%. No acumulado do ano, a variação é negativa, de -0,61%.

Entre as 24 atividades investigadas em maio, 11 apresentaram variações positivas de preços. As quatro maiores variações foram nas seguintes atividades: nas indústrias extrativas (11,37%), farmacêutica (2,99%), alimentos (2,82%) e impressão (2,82%).

Na comparação com maio do ano anterior, a variação de preços foi de 5,61%, contra 4,67% em abril. As quatro maiores variações de preços ocorreram em alimentos (16,61%), fumo (14,24%), perfumaria, sabões e produtos de limpeza (13,62%) e impressão (12,99%).

No acumulado do ano, com variação de -0,61%, contra -1,49% em abril, as atividades que tiveram as maiores variações percentuais foram indústrias extrativas (14,58%), outros produtos químicos (-8,19%), farmacêutica (6,90%) e impressão (6,73%).

"Os preços das indústrias extrativas aumentaram pelo terceiro mês consecutivo, apresentando variação de 11,37% em maio. A variação mensal positiva dos preços teve a segunda maior influência (0,33 p.p.) sobre o indicador para a indústria em geral, ficando atrás apenas dos produtos alimentícios. Com a aceleração de preços observada a partir de abril, o setor acumulou, em maio, variação positiva de 14,58% no ano. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior (acumulado em 12 meses), observou-se variação de 7,86%. Tal como observado em abril, a alta de preços das indústrias extrativas foi influenciada principalmente pelos preços internacionais do minério de ferro", informou o IBGE.

Já no caso dos alimentos, a variação de 2,82% em maio foi o maior resultado desde setembro de 2015 (5,47%). O acumulado no ano alcançou 3,08% e, na comparação com maio de 2015, há uma variação positiva de 16,61%, a maior do ano. Os destaques para a alta ficaram por conta do “leite esterilizado / UHT / Longa Vida”, em período de entressafra, e “resíduos da extração de soja”, influenciados pelo preço internacional.

Fonte: G1
Foto: Arquivo/ A Gazeta
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